quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ps _ Pessoa Surda


Pessoas com Surdez e seus reflexos na Educação Escolar


A educação escolar dos surdos esteve por muitos séculos dominada pela população ouvinte, onde a mesma impôs aos surdos as suas culturas, valores, saberes e conhecimentos desprendendo-os de sua real identidade.
Durante décadas ficou implantada na sociedade uma ideologia determinista e castradora, correspondente ao domínio de uma política sedimentada pelas hipóteses da oralização, distanciada do universo da inaudibilidade, predominando somente a incapacidade da pessoa surda de adquirir novos conhecimentos mediante a contextualidades de sua escolaridade.
O potencial do surdo foi mal interpretado assim como também foi errôneo o direcionamento dado ao seu processo educativo, sendo que o direito dele de viver em sociedade, de receber uma educação de qualidade, de manifestar seus pensamentos e de utilizar sua linguagem (a Língua de Sinais) foi absolutamente negado.
A pessoa com surdez não pode ficar apenas reduzido em um determinado âmbito, no mundo surdo, onde ele só se socializa com pessoas que possuem as mesmas dificuldades auditivas, pelo contrário, ela tem seu próprio potencial, ou seja, ele é capaz de desenvolver-se de modo satisfatório em aspectos sociais, educacionais, cognitivos, lingüísticos. Parte daí a importância do AEE em escolas regulares, o mesmo dá o suporte necessário para o sudo no âmbito escolar onde o professor de AEE estimulará o surdo a desenvolver-se de forma satisfatória, ajudando a interagir e a desenvolver suas habilidades.
Fala-se muito que todos os professores devem estar habilitados à LIBRAS. Muitos já se habituaram, mas não basta somente isto, há todo um processo pedagógico à ser cumprido com bastante qualidade e eficiência. É necessário a construção de um campo de comunicação e interação maior, onde possibilitará consecutivamente que cada língua seja trabalhada e que cada um possua o seu lugar de destaque, mas que não sejam o centro de tudo o que acontece nesse processo. Para o INES, a integração do aluno surdo em classe comum não acontece como num passe de mágica. É uma conquista que tem que ser feita com muito estudo, trabalho e dedicação de todas as pessoas envolvidas no processo: aluno surdo, família, professores, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, alunos ouvintes, demais elementos da escola, etc.
De acordo com o decreto 5626/05 art. 22 de 22 de dezembro de 2005, os alunos surdos possuem o direito de freqüentar as denominadas escolas ou classes de educação bilíngüe aquelas em que a Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa sejam línguas de instrução utilizadas no desenvolvimento de todo o processo educativo como garantia de um processo de ensino-aprendizagem voltado para melhor desenvoltura do processo educativo em questão.
Assim, é no o rol do bilingüismo que depositamos o melhoramento de alunos surdos em nossas escolas, cabe a cada profissional, a família, a sociedade e também o próprio surdo cobrar e lutar para que esta inclusão aconteça de forma séria e precisa onde todos nós seremos beneficiados com esta política.




Amanda Patrícia F. Martins
Cursista
AEE-2010

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