terça-feira, 26 de abril de 2011

PROJETO: INCLUINDO COM ARTE!

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA
ESCOLA MUN. JESUÍNO GONÇALVES DOS REIS
SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS










PROJETO:
INCLUINDO COM ARTE












Porangatu – GO
Março de 2011



AMANDA PATRÍCIA FRANCISCA MARTINS
Professora de Atendimento Educacional Especializado









INCLUINDO COM ARTE















Porangatu – GO
Março de 2011 







“Não existe saber mais ou saber menos,
existem saberes diferentes!!!
Paulo Freire.”




Introdução



            O projeto realizado, em questão, foi fundamentado principalmente na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva. Na tentativa de sanar as dúvidas relacionadas à inclusão de pessoas com necessidades especiais em todo contexto escolar.
Segundo o dicionário Aurélio incluir significa: fazer parte, inserir, introduzir, abranger. Assim, inclusão de pessoas com deficiência significa torná-las participantes da vida econômica, política, assegurando o respeito aos seus direitos no âmbito da sociedade, do Estado e do poder público.
            A escola inclusiva valoriza as diferenças, à medida que busca discutir e reconstruir novas práticas ou parâmetros no processo ensino-aprendizagem, ao contrário das escolas especiais que, atualmente, está se tornando instituições obsoletas, ou seja, em desuso porque hoje, praticamente, elas quase não existem mais e já não tem mais apoio governamental. Uma vez que a nova lei defende a inclusão do aluno especial em um contexto social participativo, sem exclusão, sem salas e ambientes separados para eles.
            A escola comum se torna inclusiva quando reconhece as diferenças dos alunos diante do processo educativo e busca a participação e o progresso de todos, adotando novas práticas pedagógicas. Lembrando que estas práticas pedagógicas estão inseridas no Projeto Político Pedagógico da escola.  Não é fácil e imediata a adoção dessa nova prática, pois ela depende de mudanças que vão além da escola e da sala de aula. Para que essa escola possa se concretizar, é patente a necessidade de atualização e desenvolvimento de novos conceitos, assim como a redefinição e a aplicação de alternativas e práticas pedagógicas e educacionais compatíveis com a inclusão.
            Um ensino para todos os alunos há que se distinguir pela sua qualidade. O desafio de fazê-lo acontecer nas salas de aulas é uma tarefa a ser assumida por todos os que compõem um sistema educacional. Um ensino de qualidade provém de iniciativas que envolvem professores, gestores, especialistas, pais, alunos e outros profissionais que compõem uma rede educacional em torno de uma proposta que é comum a todas as escolas e que, ao mesmo tempo, é construída por cada uma delas, segundo as suas peculiaridades.
            Baseado nisso, este projeto visa garantir a Educação das crianças público-alvo da Educação Especial de modo que possa sanar as dúvidas frequentes da comunidade escolar no quesito INCLUSÃO.

Justificativa

            Baseado no Censo 2000 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) existe 24,5 milhões de brasileiros com dificuldade de enxergar, ouvir, locomover-se, portador de alguma outra deficiência física ou mental. Depois de ter sido subestimadas ao longo de muitas décadas, esse enorme contingente de pessoas, cerca de 14,5 % da população do país, foram enfim trazidas à luz. Pela primeira vez em sua história, o Censo brasileiro usou os critérios de classificação de pessoas com deficiência estabelecidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde), trazendo um detalhamento de suas características.
            O Censo anterior do IBGE, de 1991, além de ter sido realizado com um ano de atraso, teve problemas de metodologia e na coleta de dados, e registrou apenas 2 milhões de pessoas com deficiência. Se o número oficial cresceu mais de 10 vezes em menos de uma década, e que há indícios de ter crescido o triplo, ou seja, o Censo do IGBE é apenas uma estatística. Afirmamos que esta estimativa cresceu grandemente uma vez que já ocorreu no ano de 2010 um novo recenseamento. Talvez esteja na hora de a consciência da sociedade sobre o assunto crescer na mesma proporção.
            Assim, o respeito e valorização à diversidade exigem que estabelecimentos de ensino como este e profissionais estudem e reflitam sobre inclusão, visando oferecer melhores condições de acesso e permanência na escolarização dos alunos do público-alvo da Educação Especial.
            Dessa forma, faz-se necessário promover campanhas de conscientização e informar à sociedade e aos alunos que a inclusão não é algo distante de nossa realidade e pelo contrário, está presente dentro da nossa comunidade escolar e precisamos respeitá-los uma vez que “Ser Diferente é Normal”!

Objetivo Geral

            Conscientizar a comunidade escolar (pais, professores, gestores e alunos) à cerca da Educação Inclusiva e da corrente da Inclusão, viabilizando e incentivando a arte.  Acolhendo as diferenças os professores serão conscientizados, o que poderá facilitar para que seja rompido seus posicionamentos sobre o desempenho escolar padronizado e homogêneo dos alunos, então, poderá desempenhar o seu papel formador, que não se restringe a ensinar somente a uma parcela dos alunos que conseguem atingir o desempenho exemplar esperado pela escola. Ele ensinará a todos, indistintamente. Ensinando os alunos, consecutivamente estes irão informar seus pais e amigos promovendo a corrente da inclusão.

Objetivos Específicos

·        Refletir sobre a prática pedagógica;
·        Reduzir o preconceito e a discriminação;
·        Informar os alunos à cerca do contexto da Inclusão, com palestras educativas do professor de Atendimento Educacional Especializado – AEE;
·        Incentivar a arte com desenhos relacionados à inclusão;
·        Dar ênfase e promover a conscientização de toda a comunidade escolar à cerca da Educação Inclusiva e do respeito às diferenças, já que somos todos diferentes com um jeito próprio de pensar e agir;
·        Envolver as famílias no processo educativo, prestando-lhes apoio e orientação em relação a cuidados, atendimentos específicos e procedimentos necessários para favorecer o pleno desenvolvimento da criança, do jovem e do adulto com deficiência;
·        Viabilizar e articular com instituições, órgãos e serviços do município, ações que propiciem a promoção de educandos com deficiência em todos os aspectos;
·        Firmar parcerias com Secretaria Municipal de Educação, Coordenação da Educação Inclusiva, profissionais da Saúde como psicólogos, fonoaudiólogos, para estarem ministrando palestras para os docentes


Cronograma


Mês
Ações

Março


* Elaboração do Projeto

Abril

* Divulgação do Projeto


Maio

* Palestras para Divulgação – Professores e Gestores


Maio

* Palestras Educativas – Alunos


Junho

* Palestras Educativas – Alunos


Julho

* Férias


Agosto

* Escolha dos Melhores Desenhos


Setembro

* Encerramento do Projeto com apresentações e premiação



Materiais e Métodos

        Será reservado um espaço da Escola (Sala de Informática) para a montagem e exposição da Sala de Recursos Multifuncionais onde serão mencionadas nas palestras educativas para os alunos as funções de cada recurso e consecutivamente como funciona a SRM. Para realização das palestras educativas faz-se necessário a utilização de data-show, notebook, tela, lápis preto e de cor, giz de cera, borrachas e Chamex colorido e branco. Cada turma será representada por uma cor de papel diferente.
         Será feita uma seleção com os melhores desenhos com premiação de 1º, 2º e 3º lugar.
Serão observados através desses desenhos quais alunos entenderam o conceito de inclusão e conseguiram expressar em folha. No dia do término do projeto, serão convidados vários alunos da escola como também de outras escolas do município para realizarem apresentações relacionadas.
        
Avaliação

A Avaliação será processual, ou seja, será observado se a comunidade escolar estará apta para exercer a Inclusão de forma íntegra no meio social de forma a coibir/evitar a exclusão de crianças com necessidades especiais.


ENTRE OUTRAS MIL,
 ÉS TU BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA...

DOS FILHOS DESTE SOLO (seja igual ou diferente),
ÉS MÃE GENTIL!
PÁTRIA AMADA BRASIL!!!


Referências Bibliográficas
MEC/SEESP - Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva
Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº. 555, de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº. 948, de 09 de outubro de 2007.
http://www.pro-inclusão.org.br/textos: Acesso em 18/03/11.
http://www.ibge.gov.br: Acesso em 18/03/11.



segunda-feira, 4 de abril de 2011

Capacitação em BRAILLE!

Nos Dias 28-29 e 30 de Março de 2011, a Secretaria Mul. de Educação em Parceria com a Prefeitura Municipal de Porangatu, Coordenação da Educação Inclusiva e a Direção da Escola Jesuíno (onde trabalho), me proporcionaram  o prazer de participar de um curso de capacitação em Braille no CEBRAV -  Centro Brasileiro de Reabilitação e Apoio ao Deficiente Visual em Goiânia-GO. Na oportunidade o curso foi ministrado pela professora Jandira, que é muito legal e harmoniosa, independente de sua deficiência. A mesma explicou sobre o sistema Braille e ensinou a utilizá-lo. Agradeço também à minha amigona Urana Nara que se esforçou o máximo para estarmos ali fazendo este curso maravilhoso aprendendo, se divertindo e se emocionando juntas...





Confira Mais Anotações!!!!


"Não há Barreiras que o ser humano não possa transpor"
                                                                Helen Keller

Sistema Braille
Cela Braille

Você que possui alguma criança com perda da visão/ baixa visão deve estar se perguntando! Quando que vou utilizar o Braille com estes alunos?? Será que isto é realmente necessário??

   Saiba que só é ensinado o Braille para pessoas que não conseguem visualizar letra à tinta até o tamanho 72 ou seja se seu aluno consegue visualizar ampliado até o tamanho 72, a escola deve proporcionar estas ampliações para o aluno e não deve ser ensinado o Braille nestes casos.
   Quando recebemos um aluno em sala de Recursos com problemas na Visão torna-se Necessário fazermos o teste da Acuidade Visual para em primeiro momento tentarmos entender qual o problema desse nosso aluno. Veja foto do Teste abaixo!


Teste de Acuidade Visual
    O teste de Acuidade Visual deve ser realizado em diferentes distâncias (1m, 2m, 3m ) para saber qual a capacidade visual do aluno. Este teste é necessário para determinar à que posição o aluno vai estar dentro da sala de aula, ou seja, a distância dele do quadro-negro, se ele vai visualizar melhor no meio da sala ou em um dos cantos, a claridade e etc. LEMBRANDO QUE AS CARTEIRAS DA MAIORIA DAS ESCOLAS NÃO SÃO APROPRIADAS PARA SE APRENDER E ENSINAR O BRAILLE. Estas devem ser bem retinhas e não inclinadas como a da maioria das escolas.

INICIANDO o Braille em Sala de Recursos:

  O professor de recursos deve ensinar a fase da prontidão para a alfabetização que é primeiramente explorar o meio em que o aluno vive como ex: Se o aluno vai comer uma banana, mostrar à ele o formato, a espessura, explorar o cheiro e etc. Tudo Isso antes de ser ensinado o Braille. Sendo que o professor deve incentivar  não só a família como o aluno.  A família é o professor principal do aluno cego pois devem estimulá-lo à aprender as coisas e se caso o aluno não tenha nascido cego e por conseguinte perdeu a visão ao longo da vida, a família deve ensinar o mesmo a reconhecer as coisas de uma outra forma.
ASSIM:
  Para ler o Braille a pessoa tem que ter coordenação motora fina, pois a leitura é realizada através do tato e também tem que ter coordenação motora grossa para explorar o ambiente. Pois a criança cega deve ser ensinada à explorar os outros órgãos do sentido. Ver Imagem!

Professora Jandira ensinando como deve ser feito a estimulação visual 

Explorando o Tato


Faz -se necessário utilizar a cola colorida em alto relevo nas atividades
A estimulação visual é compreendida como o Pré-Braille, deve ser realizada principalmente com atividades da vida diária.


COMPREENDENDO O BRAILLE


Este é o alfabeto no Sistema Braille é a peça principal da alfabetização de uma pessoa cega. Ao ver o alfabeto Braille pela primeira vez, fica-se perguntando como deve ser a escrita e a leitura desses pontinhos? E imagina-se o quanto é difícil aprender. Mas na verdade, tudo é uma questão de prática, como em qualquer aprendizagem.
O código Braille é composto por seis pontos que juntos podem formar até 63 e agora 64 caracteres ou combinações graças ao musicobraille, onde a cela em branco forma uma nota musical.

Cada letra corresponde a uma pontuação: por exemplo letra A ponto 1, letra B pontos 1 e 2 e assim por diante. Cada letra desse se forna em um espaço chamado cela. Veja a figura abaixo:
A cela Braille é formado por seis pontos como podem verificar


Vejam o ponto 1 e 2 em destaque (figura 2) que significa a letra B, assim cada cela forma uma letra. E um ponto ou um conjunto de pontos formam um caractere.
Alem de letras, as celas ou o conjunto de celas podem formar números, pontuações, fórmulas, entre outros. O Braille é totalmente Polisênico, dependendo da posição o símbolo igual pode ter significado diferente.
Para que esta explicação fique mais compreensiva veja a pontuação dos pontos na cela Braille:


Pontos superiores 1,4,2 e 5;
Pontos inferiores 3 e 6;
Tambem existem autores que denominam pontos intermediários como os pontos 2 e 5;
Essa é a forma de ler Braille pois quando se utliza a reglete, inverte-se as posições dos números mas apenas para escrever. Ver Imagens!

Amiga Urana (Professora de AEE) escrevendo com auxílio
da Reglete e Punção!


Reglete de plástico!

Reglete e Punção


Reglete e Punção de metais com prancha de apoio!
A escrita na reglete é feita da direita para a esquerda. Diferente do modo de leitura que se lê da esquerda para a direita. Observe!




 Máquina Perkins que se utiliza de uma forma diferente da reglete mas também é manual.
Com ela pode se escrever como uma máquina normal, ou seja da esquerda para a direita, tem a sinalização quando estiver chegando na margem lembrando a antiga máquina de datilografia.
Observe as teclas:
 A primeira e a última são as teclas laterais, sendo que a primeira serva para pular de linha e a última serve para retroceder o espaço na hora da escrita. As centrais são divididas assim: sete teclas nos quais a primeira é o ponto 1, a segunda ponto 2; a terceira ponto três, a quarta e que fica no meio é o espaço, depois vem a quinta que é o ponto 4, depois a sexta ponto 5 e a sétima ponto 6. No momento da escrita apenas faz as combinações: 


Ao escrever boneca: b (pontos 1 e 2), o (pontos 1,3 e 5), n (pontos 1, 3, 4, 5), e (pontos 1 e 5), c (pontos 1 e 4) a (ponto 1).
Lembrando que é de uma vez a digitação, ou seja, na letra b aperta-se as teclas do ponto1 e do pon to 2 de uma vez, desta forma se escreve o b no papel.

Escrevendo na máquina Perkins

Deve-se ter cuidado ao colocar o papel  na máquina para o mesmo não amassar o segredo é ir colocando devagar, alinhando-o no canto esquerdo e enrolando aos poucos. O melhor papel para a escrita em braille tanto no reglete quanto na máquina é o sulfite ou apergaminhado 120g/40kg.
  Ainda existe outros instrumentos tecnológicos como so programas de software como jaws (www.freedonscientific.com) e dosvox (para baixar acesse: www.intervox.ufrj.nce.br), nos quais eles leem para o usuário o que a tela apresenta.



A importância do alfabeto Braille na vida das pessoas cegas é que com isto, a pessoa fica independente para escrever ou ler, sem precisar de ledor humano.
Ressaltando ainda que a aprendizagem do Braile não está vinculado apenas as pessoas cegas, qualquer pessoa deve aprender o Braille, principalmente os que lidam com o público como por exemplo o professor,  pois só assim estaremos realmente praticando a inclusão.
Já imaginou querer escrever uma carta particular a algum amigo cego? Ou algum documento importante e a pessoa cega ter que solicitar a terceiros para lerem pra ele? Ou receber uma mensagem de um amigo que seja cego em Braille e não saber o que está escrito.
No caso do professor, os alunos tem o direito de usar sua escrita, e assim escrever em Braille, fazer provas em Braille, e ao receber, o professeor deve ter o conhecimento do Braille para que possa corrigir os trabalhos, isto seria fundamental para que ambos pudessem se desenvolver melhor nos seus trabalhos tanto o porfessor quanto o aluno.
Pois é, todos nós devemos aprender o Braille.


MATERIAIS PEDAGÓGICOS PARA DEFICIENTE VISUAL:
* Bengala Branca
*Lara Mara (estímulos Visuais)
*Instituto Benjamin Constant


" EU ESTOU CONVENCIDA QUE O CAMINHO QUE EU ESCOLHI, EMBORA BASTANTE DIFÍCIL, PODE SER TRILHADO COM SUCESSO POR QUALQUER DEFICIENTE"
Valise Amadescu

Galeria de fotos!!!!!!!!!



Alfabeto em Braille confeccionado em Eva e Miçangas

Explorando o tato - Regiões Brasileiras







Impressora Braille




















NEM A LUA PRECISA DO CORPO INTEIRO PARA ENCANTAR O MUNDO!!!